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Agenda Cultural de Setembro 2010
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Museu de Arte e Arqueologia de Viana do Castelo PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Museu de Arte e Arqueologia de Viana do Castelo
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Marcado por um intenso dramatismo, pela exuberância dos elementos decorativos, por um estilo grandioso e monumental e também pelos contrastes, o barroco é um estilo de arte que marcou a arquitectura portuguesa, o mobiliário, a pintura entre outras manifestações artísticas. O Palacete dos Barbosa Maciel alberga muitas obras de estilo barroco. O convite vai no sentido de identificar as linhas barrocas e interpretá-las no seu contexto sócio - económico.

Por proposta do Presidente da Câmara Municipal, Major Luís Andrade e Sousa, decide-se criar o Museu em Maio de 1888.

azulejosite.pngEm Julho de 1921 a Câmara Municipal de Viana do Castelo adquiriu o Palacete dos Barbosa Maciel para aí instalar o museu, sendo inaugurado em Agosto de 1923.

Em 2002, o Museu Municipal de Viana do Castelo é certificado pelo Instituto Português de Museus e passou a integrar a Rede Portuguesa de Museus.

O Museu, reconstitui, no 1.º andar, parte do ambiente do palacete do séc. XVIII, com sala de visitas, sala de estar, quarto, capela e sala de jantar, apresentando nos restantes espaços as valiosas colecções de:

- Mobiliário indo-português: onde se destacam valiosos espécimes de mesas e contadores com embutidos em teca, ébano e marfim do século XVII;


- Mobiliário português: nos estilos de D. João V, D. José I e D. Maria I. dos séculos XVIII e XIX;


- Faiança: merecendo especial relevo as colecções de louça de Viana do século XVIII ao XIX proveniente da fábrica de Darque - Viana (1774-1855); a louça azul, do século XVII e XVIII proveniente das olarias Lisboa e Coimbra e ainda louça do período pós-pombalino, produzidas nas fábricas do Porto e Gaia - Massarelos (1738); Cavaquinho, Rocha Soares (1775); Fervença (1824); Bandeira (1835); Afurada, Santo António de Vale da Piedade (1785);


- Pintura e desenhos: obras representativas das escolas portuguesas e espanholas dos séculos XVI ao século XIX, de temática religiosa. Desenhos de Domingos Sequeira, Vieira Lusitano, Vieira Portuense, Carolino Ramos, Pedro Alexandrino, Soares dos Reis, João Glama Strebel, Airylo Wolkmar Machado, Augusto Roquemont, António Alves, Gorge Loukomsky, João António Correia e Francisco José Resende Do século XX, pinturas e desenhos de Carolino Ramos, António Alves e Gorge Loukomsky;
Os alizares de azulejos: painéis de azulejos em azul e branco, dispostos em rodapé, atribuídos ao mestre Valentim de Almeida. Abordam a temática dos descobrimentos, representando, alegoricamente os quatro continentes: Europa, América, África e Ásia; cenas de caça e vida palaciana.


Os azulejos da capela preenchem três paredes, representam cenas evangélicas e estão assinados por Policarpo de Oliveira Bernardes (1695-1778). O retábulo da Capela é um exemplar da 1ª metade do século XVIII, inscreve-se na corrente do barroco nacional, entalhado em madeira de castanho sem qualquer policromia ou dourado;


- Arqueologia: inclui núcleo histórico, epigráfico e heráldico da região; cerâmica castreja, objectos de bronze; machados de talão, pontas de lança e outros objectos do período romano e medieval.

O EDIFICIO

Encomendado pelo Cónego António Felgueiras Lima para sua residência foi também destinado às vilegiaturas do Arcebispo D. Rodrigo Moura Teles. Em 1730, morreu o fundador e, nesse mesmo ano foi adquirido por João Barbosa Teixeira Maciel.