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Rota dos Gigantes do Vale do Lima

A Rota dos Gigantes do Vale do Lima percorre os 4 municípios do Vale do Lima, Ponte da Barca (o Navegador), Ponte de Lima (O Santo), Viana do Castelo (o Descobridor) e Arcos de Valdevez (o Inventor), revisitando os locais de onde procedem 4 ilustres da História universal que projectaram Portugal nos 4 Continentes:

 

O Navegador – Fernão de Magalhães - Comandou a 1ª viagem de circum-navegação do planeta, provando que a Terra é redonda
O Santo – Beato Francisco Pacheco - Mensageiro da Companhia de Jesus, foi dos primeiros missionários jesuítas na Asia e mártir no Japão
O Descobridor – João Alvares Fagundes - Descobriu a Terra Nova no Atlântico Norte, importante zona de pesca do bacalhau
O Inventor – Padre Himalaya – foi o percursor das energias renováveis, inventou a Himalaite e participou na Exposição Universal St. Louis – USA

 

Mais informações em:
http://www.valedolima.com/PT/gigantes.html


EM VIANA DO CASTELO
O DESCOBRIDOR: JOÃO ÁLVARES FAGUNDES

João Álvares Fagundes, Vianense que ficou conhecido como um dos primeiros exploradores da Terra Nova, no Atlântico Norte. Pertencente a uma família de proprietários fundiários, com destacados membros da hierarquia eclesiástica da região, J. A. Fagundes era de condição nobre e foi cavaleiro da Casa Real e vereador municipal em Viana do Castelo. Em data imprecisa, mas antes de 1521, realizou uma viagem ao Atlântico Norte que lhe valeu carta régia de D. Manuel, datada de 13 de Março de 1521, concedendo-lhe a capitania das terras que «à sua própria custa e despesa» descobrira: «a terra que se diz ser de terra firme que é desde a demarcação de Castela (...) até vir partir com a terra que os Cortes Reais descobriram», «as três ilhas na baía da Aguada», «as ilhas a que ele pôs nome Fagundas (...) S. João, S. Pedro, Santa Ana e Santo António», as ilhas dos arquipélagos de S. Pantalão (com a ilha de Petigoem) e das Onze Mil Virgens, e ainda a ilha de Santa Cruz e uma outra também designada Santa Ana «que foi vista e não apadroada». Os vários estudos feitos para reconstituir o itinerário seguido por J. A. Fagundes, baseados em dados cartográficos e na relação entre o calendário litúrgico e a toponímia das ilhas e grupos insulares referidos na carta régia, apontam para que ele tenha explorado o sul da costa da Terra Nova e toda a área do golfo de S. Lourenço. Unanimemente se reconhece que esta viagem assegurou a Portugal os direitos sobre importante zona de pesca do bacalhau. 

Pensa-se que J. A. Fagundes não voltou às terras de que era capitão; no entanto, é bem provável que, com sua autorização, segunda expedição tenha partido de Viana. Nesse sentido aponta o testemunho de Francisco de Sousa, um seu descendente, autor do Tratado da Ilhas Novas, escrito em 1570: «Haverá 45 anos ou 50 que, de Viana, se ajuntaram certos homens fidalgos e, pela informação que tiveram da Terra Nova do Bacalhau, se determinaram a ir povoar alguma parte dela, como de facto foram em uma nau e uma caravela, e, por acharem a terra muito fria donde iam determinados, correram para a costa Leste Oeste até darem na de Nordeste Sudoeste e aí habitaram (...) e isto é no cabo Britão, logo na entrada da costa, que corre ao Norte em uma formosa baía, donde tem grande povoação e há na terra cousas de muito preço». A povoação em causa situar-se-ia, segundo alguns investigadores, na baía de Fundy e, segundo outros, na ilha de Cape Breton. 

Maria Augusta Lima da Cruz

 

JOÃO ÁLVARES FAGUNDES – O Capitão da Terra Nova

“Capitão da Terra Nova e descobridor das Ilhas do Bacalhau”
João Álvares Fagundes, era natural de Viana, filho de Álvaro Anes Fagundes, e deve ter nascido aí por 1470, em plena época dos descobrimentos.
A Viagem de João Álvares Fagundes, de que há conhecimento certo, “deve ter sido realizada de Abril a Outubro de 1520” (data referida no pedestal da sua estátua existente em Viana do Castelo, junto ao Rio Lima).
“… morreu seguramente antes de 1527…”
“… jaz sepultado na Igreja Matriz de Viana do Castelo, na Capela de Santo Cristo. Na mesma igreja, na Capela dos Fagundes, estão as sepulturas de seu neto D. Cosme de Sousa e do pai deste D. João de Sousa.”
“Por sua morte, D. João III, por alvará régio de 9 de Setembro de 1527, deu fôro de nobreza e carta de brasão a seu sobrinho Pêro Pinto em quem honrava os feitos marítimos de seu tio, João Álvares Fagundes.”
“Fagundes teve uma parte na exploração da costa da América Britânica muito maior do que até aqui tem sido admitido ou apreciado,…”

Câmara Municipal de Viana do Castelo