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Património Cultural
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Vela Votiva de Santa Marta de Portuzelo
A Vela Votiva, ou Vela de Mordoma, de Santa Marta de Portuzelo integra o Inventário do Património Cultural Imaterial de Portugal.
Tudo aconteceu quando o artesão Álvaro Sales Gomes, natural de Santa Marta de Portuzelo, criou a vela votiva para figurar no cortejo da Mordomia da Romaria de Santa Marta a qual se tornou um símbolo que personifica a pureza, exigida, em outros tempos, para desempenhar a função de mordomia.
A vela em cera, mede 55 cm de comprimento e 1,5 cm de diâmetro, rondando 200 gramas de peso. É constituída por uma armação de madeira para manter direita e segura a fim de engrinaldar e, por sua vez, as grinaldas são de papel metalizado prateado e vermelho, que imitam os malmequeres e os botões de rosa, símbolos que caracterizam a freguesia como uma sociedade agrícola. Quando os botões são azuis significa que a mordoma está de luto. As grinaldas são colocadas de forma a criar um tronco de cone com aproximadamente 15 cm de diâmetro, prendem-se na base com galão e forra-se com papel metalizado prateado. Na base, dá-se um laço em fita de seda.
Segundo a lenda as mordomas são “solteiras e a condição exige que sejam donzelas. O tempo de duração da missa é para elas angustiante pelo receio de que a vela se possa apagar”, refere, acrescentando que, “se por alguma corrente de ar ou sopro maldoso a vela se apaga durante a missa, tal acontecimento dava azo a uma interpretação que em nada abonava a mordoma portadora de tal vela”.
“Apagá-la é castigo de Santo que não aceita o embuste de quem já não sendo virgem por ela quer passar”, reza a lenda.