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Museu do Traje
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Exposições Temporárias
Estão patentes ao público, no Museu do Traje as seguintes exposições
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Rituais, do Namoro ao Casamento
O Museu do Traje tem patente ao público a exposição temporária – “Rituais, do Namoro ao Casamento” – integrada na VII Capital da Cultura do Eixo Atlântico.
Numa perspetiva museológica e antropológica, o objetivo é dar a conhecer os rituais, do namoro ao casamento, os seus enredos e códigos, a que obedeciam os enlaces matrimoniais e as cerimónias de casamento nos territórios do Eixo Atlântico – rural – dos séculos XIX e XX.
No Museu do Traje, abordamos a temática mais popular, isto é, a sociedade rural e o papel que a mulher nela desempenha. Os casamentos da época, habitualmente, eram arranjados pelas famílias, que decidiam o casamento através da posse de terras. Os casamentos por amor, no entanto, também aconteciam. Os locais onde os futuros pretendentes se conheciam, também obedeciam a ritos, sendo neste caso os ritos rurais. Estes ritos correspondiam às desfolhadas, malhadas, arrincadas do linho e vindimas, ocasiões onde haviam ajuntamentos para ajuda recíproca entre vários trabalhos do campo. Após este momento, os apaixonados trocavam objetos de amor. O homem tinha por costume oferecer utensílios talhados, ou seja, objetos em madeira que, na maioria das vezes, eram para apoio aos trabalhos do linho. Já as mulheres ofereciam lenços de amor ou bolsas bordadas para eles guardarem os relógios de bolso. Já próximo do casamento, era hábito a futura noiva bordar a camisa que o noivo iria usar no dia do casamento.
Outra abordagem retratada no decorrer da exposição é a passagem da fase de moça a mulher. Aqui, é explicado o papel que a mulher tinha até atingir a idade de casar. É explicada a preparação do enxoval, o ritual da colocação dos 3 vinténs, o dote, assim como, as mordomarias.
Nos rituais do casamento, propriamente ditos, é retratada a leitura dos banhos, em que consistiam as cornetadas, o pedido de casamento, a cerimónia e a boda, assim como as prendas de casamento e os retratos de casamento.
Quanto à cerimónia de casamento, foram abordados os tipos de trajes utilizados, os trajes de Cerimónia, e o porquê do uso do preto nos mesmos. Finalmente, como Viana do Castelo é a capital da Cultura do Eixo Atlântico 2025, abordamos os trajes de cerimónia no Eixo Atlântico.
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100 anos de Moda no Feminino
Está patente ao público, no Museu do Traje a exposição “100 anos de Moda no Feminino”
QUATRO DÉCADAS DE MODA
- No início do século XX, a moda ainda evidenciava uma silhueta muito estruturada e dominada pelos espartilhos. Com a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) simplificou-se o vestuário e encurtou-se o comprimento das saias, visuais que as senhoras da sociedade vianense reproduziam. Porém, entre as mulheres do campo, usavam-se ainda vários tipos de vestes tradicionais, que hoje conhecemos como regionais.
- Os anos 40 foram dominados pela Segunda Guerra Mundial (1939-1945), que trouxe profundas modificações políticas, sociais e económicas.
- O REGRESSO DO ENCANTO – Os anos 1950 presenciaram a reconstrução da Europa, o fim do racionamento, o regresso à alegria de viver e o crescimento económico, e a moda renasceu com um novo vigor, novos estilos e padrões, novas cores e formas, com visuais mais elegantes e femininos.
- UM MUNDO DE TENDÊNCIAS – Nos anos de 1960 acontecimentos de ordem política, social, intelectual, musical e artística mudaram a sociedade europeia e influenciaram a moda.
- O JOGO DA MODA DEIXA DE TER REGRAS – A roupa da década de 70 foi de tal forma variada que, à época, se declarou que deixara de haver regras no jogo da moda.
- O TEMPO DO EXCESSO E DA EXCENTRICIDADE – A moda dos anos 1980 gerou um estilo visualmente emocionante e multifacetado pautado pela extravagância, a excentricidade, o exagero, a inovação e a ousadia.
- Tudo era demais: cabelos volumosos, muito brilho, muitos estampados, muitas cores e muitos detalhes!
- A CAMINHO DO MINIMALISMO – O início da década de 1990 viu uma moda mais despojada, marcada por roupas coloridas, pelo predomínio do padrão xadrez, por jeans de cintura subida e pelas camisolas extralargas.
- O NOVO MILÉNIO: A ETERNA SEDUÇÃO DA MODA – No novo milénio, reinterpretações de tendências passadas, propostas da indústria, influências das estrelas de cinema e televisão, dos músicos, de desportistas, de figuras da realeza, dos média, da internet e das influencers caminham lado a lado com novas criações que os designers estabelecem a cada estação.
A moda tem a capacidade de mudar e moldar a nossa existência através da sua relação íntima com o ser humano, pois cada peça de roupa que compramos representa uma escolha pessoal que reflete a nossa personalidade, carácter, humor, estilo e até a forma como encaramos a vida.
No século XX, a moda sofreu enormes transformações. Mudou com a indústria e a ciência, com os períodos de guerra e de paz, de crise e de riqueza, de tristeza e de folia, de excessos e de contenção, de requinte e de desleixo. Sofreu influências da música, da arquitetura, da pintura, do cinema, da vida nas ruas e comunicou visualmente interesses e gostos, expondo o que cada um de nós é como individuo. E é na moda que a arte, a história, a política, a ciência, a técnica, a economia e as emoções se encontram e se combinam, individualizando cada um de nós dentro de um paradigma que abarca a todos.