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Fragmentos de História
Temos que recuar milhares de anos, até às populações pré-históricas nómadas, fabricantes de bifaces e de picos, para começar a falar sobre Arqueologia de Viana do Castelo.
Cenário deslumbrante, abraçado por um mar imenso, acolheu dentro do seu regaço populações de galaicos, de romanos, hispano-romanos, suevos, visigodos e até presores cristãos.
É através de objetos e sítios, descobertos por arqueólogos que nos é permitido narrar, aqui e agora a História da cidade de Viana do Castelo.
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Vaso de longo bordo horizontal (janeiro 2026)
Descrição: Trata-se de um vaso calcolítico de largo bordo horizontal, de fundo esférico, perfurado junto à base, com carena a marcar a parte média da pança sendo a parte superior decorada por três bandas definidas por sulcos incisos, paralelos e preenchidos por linhas oblíquas impressas. A aba, côncava, é também decorada por sulcos incisos entre si, e com motivos impressos idênticos aos da pança. Este vaso é provido de asa com decoração incisa e impressa. (Dinis & Bettencourt, 2004: 75 e 76)
Cronologia: Idade do Bronze – I milénio a.C.
Categoria: Utensílio funerário. De uma necrópole de cistas.
Super-categoria: Arqueologia
Suporte: Bronze
Dimensões: Comp.: 20cm; Esp.: 8mm; Larg.: 52mm.
Peso: 815gr
Coleção: Extensão Museológica Casa dos Nichos. Pertenceu, anteriormente, ao Dr. Joaquim Fernandes Ferreira
Antecedência: encontrado com outros três no Lugar de Monte da Ola, Vila Fria, Viana do Castelo no ano de 1929.
Bibliografia:
- Almeida, C. A. B. de, 2008. Sítios que fazem História: Arqueologia do Concelho de Viana do Castelo I. Da Pré - História à Romanização. Viana do Castelo: Câmara Municipal. Pp. 81.
- Bettencourt, A. M. S. 2008. Life and death in Bronze Age of the Iberia Peninsula. F. Fahlander & T. Oestigaard (eds.). The materiality of death - bodies, burials and beliefs. Bar International Series 1768. Oxford: Archeopress. Pp. 99 - 104.
- Bettencourt, A. M. S. 2009. Práticas Funerárias da Idade do Bronze de Trás - os - Montes e da Galiza Oriental. Actas do Congresso Transfronteiriço de Arqueologia: um património sem fronteiras. Revista Aquae Flaviae. CITCEM. U.Minho.PT.
- Vilaça, R., et al. 2023. Construindo o Catálogo Largo Bordo Horizontal. Um novo vaso da Idade do Bronze. Al-madan online. Centro de Arqueologia de Almada. 2ª Série, nº 26. Tomo 2, julho.
Infopédia
https://dspace.uevora.pt/rdpc/handle/10174/35825
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Machado de talão em bronze (novembro 2025)
Descrição: Machados de bronze, de dupla canelura e duplo anel, com rebarbas interiores. Possui ainda cone de fundição, as faces não são simétricas. Apresenta uma pátina verde-escura. O gume está embotado, não pelo uso, de que não apresenta sinais, mas pelo fabrico deficiente da peça.
Cronologia: Idade do Bronze
Categoria: Machados de Bronze
Super-categoria: Arqueologia
Suporte: Bronze
Dimensões: Comp.: 21,8cm; Esp.: 21mm; Larg.: 52mm.
Peso: 670 gr
Coleção: Extensão Museológica Casa dos Nichos
Antecedência: desconhecida
Bibliografia:
- Almeida, C. A. B. de, 2008. Sítios que fazem História: Arqueologia do Concelho de Viana do Castelo I. Da Pré - História à Romanização. Viana do Castelo: Câmara Municipal. Pp. 81
- Bettencourt, A. M. S. 1988. Novos achados de Bronze Final na bacia média do Cávado. Cadernos de Arqueologia 5. Pp. 9 - 22
- Bettencourt, A. M. S. 2008. Life and death in Bronze Age of the Iberia Peninsula. F. Fahlander & T. Oestigaard (eds.). The materiality of death - bodies, burials and beliefs. Bar International Series 1768. Oxford: Archeopress. Pp. 99 - 104
- Bettencourt, A. M. S. 2009. Práticas Funerárias da Idade do Bronze de Trás - os - Montes e da Galiza Oriental. Actas do Congresso Transfronteiriço de Arqueologia: um património sem fronteiras. Revista Aquae Flaviae. CITCEM. U.Minho.PT
- Fernandes, J. O. 2011. O Depósito Metálico da Bandeira, Viana do Castelo, (Norte de Portugal), no contexto dos depósitos do Bronze médio do curso inferior da bacia do Lima. Estudos do Quaternário, 7, APEQ. Braga, 2011. Pp. 33 e 39
- Savory, H. N. 1951. A Idade do Bronze Atlântico no Sudoeste da Europa. Revista de Guimarães. Guimarães. 61: 34, p. 323377. BA:0415
- Vilaça, R. 2006. Os depósitos de Bronze do Território Português. Um debate em aberto. O Arqueólogo Português. Série IV
- Viana, T. S. 1935 - 1938. Um esconderijo de fundidor. Alto Minho, Viana do Castelo. Pp. 7-9.
Infopédia
El depósito de Pereiras Pequenas en Vila de Punhe, Viana do Castelo (norte de Portugal). Una revisión del contexto deposicional (https://hdl.handle.net/1822/45436)
O depósito de machados do Bronze Final de Cobidalto, Areosa (Viana do Castelo): novos dados para a sua contextualização e interpretação (https://repositorium.uminho.pt/handle/1822/33373)
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Ponta de Seta em Quartzo (outubro de 2025)
Na segunda metade dos anos 80 Eduardo Jorge Lopes da Silva escava a Mamoa da Eireira e encontra uma panóplia de materiais arqueológicos entre os quais se destaca esta ponta de seta em quartzo translúcido.
Descrição: Ponta de seta, feita em quartzo translúcido, de ponta aguçada e de formato triangular. Possui bordos denticulados, com aletas que permitiam uma fixação, com recurso a uma resina e com algum fio de origem animal (tendão) ou vegetal na sua base triangular a uma vara fina de madeira, finalizada com penas, transformando assim numa flecha.
Cronologia: III Milénio a. C.
Categoria: Lítico
Super-categoria: Arqueologia
Suporte: Quartzo
Dimensões: Comp.: 3,5 cm; Esp.: 8 mm; Larg.: 2,4 cm.
Peso: 4 gr.
Coleção: Extensão Museológica Casa dos Nichos
Antecedência: Mamoa da Eireira
Bibliografia:
- Silva, E. J. L. 1988. A Mamoa de Afife: breve síntese de 3 campanhas de escavação. Trabalhos de Antropologia e Etnologia. 28 (1-2). Pp. 127-132
- Silva, E. J. L. 1994. O Megalitismo do Norte de Portugal: O litoral minhoto. O Megalitismo no centro de Portugal. Mangualde. Pp. 157-169
- Silva, E. J. L. 2003. Novos dados sobre o Megalitismo do Norte de Portugal. V. S. Gonçalves (ed.) Muita gente, poucas antas? Origens, espaços e contextos Trabalhos de Arqueologia 25. Lisboa: IPA. Pp. 269-280
- Meireles, J. 1992. As Indústrias Líticas pré-históricas do litoral Minhoto. Contexto cronoestratigráfico e paleoambiental. Tese de Doutoramento. Universidade do Minho
Infopédia
A Mamoa da Eireira (Afife, viana do Castelo) - Um esboço monográfico preliminar
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Vaso de Fundo Semiesférico da Mamoa de Lordelo (outubro 2025)
Vaso de Fundo Semiesférico da Mamoa de Lordelo
Exumado na Mamoa de Chafé, em 1985, pelos arqueólogos Dr. Eduardo Jorge Lopes da Silva e pelo Dr. Maia Marques, e equipa.
Descrição: Vaso de cerâmica, de forma esférica. Apresenta um bordo soerguido, lábio arredondado, a base e o fundo convexos. Decoração na carena, muito ténue, com elementos tipo “punção” que parecem ter sido feitos com pressão de unhas. Nesta zona, encontram-se dois pequenos buracos, ambos dos dois lados da peça, cuja função é desconhecida. A cor da pasta é castanha clara, com desengordurantes de grão médio. Peça feita à mão.
Cronologia: segunda metade do V Milénio a. C. e durante boa parte do IV milénio a. C.
Categoria: Cerâmica utilitária
Super-categoria: Arqueologia
Suporte: Cerâmica
Dimensões: Comp. 29,7cm; Esp.: 9mm; Larg.: 28,2cm.
Coleção: Extensão Museológica Casa dos Nichos
Antecedência: Casa do arqueológo Eduardo Jorge Lopes da Silva
Bibliografia:
- Almeida, C. A. B. de, 2008. Sítios que fazem história: Arqueologia do Concelho de Viana do Castelo I - Da pré-história à Romanização. Viana do Castelo: Câmara Municipal. P. 72.
- Bettencourt et al. 2009. Minho. Traços de identidade. Braga.
- Gonçalves, A. et al., 2009. Minho: Traços de Identidade. Universidade do Minho. Braga.
- Silva, E. J. L. 1986. Escavação da mamoa de Chafé - Viana do Castelo (notícia preliminar), Arqueologia, nº 13. Porto. Pp. 207-208.
- Silva, E. J. L. 1988. A Mamoa de Afife: breve síntese de 3 campanhas de escavação. Trabalhos de Antropologia e Etnologia. 28 (1-2). Pp. 127-132.
- Silva, E. J. L. 1994. O Megalitismo do Norte de Portugal: O litoral minhoto. O Megalitismo no centro de Portugal. Mangualde. Pp. 157-169.
- Silva, E. J. L. 2003. Novos dados sobre o Megalitismo do Norte de Portugal. V. S. Gonçalves (ed.) Muita gente, poucas antas? Origens, espaços e contextos. Trabalhos de Arqueologia 25. Lisboa: IPA. Pp. 269-280.
Infopedia
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Biface (julho 2025)
O Biface é um instrumento lítico pré-histórico mais característico do Acheulense europeu, embora tenha uma cronologia mais longa, nomeadamente no Paleolítico médio.
O “faz-tudo” como referiu José Leite de Vasconcellos é na verdade um instrumento polivalente para usar na mão, utilizado por caçadores-recolectores do Paleolítico Inferior (Complexo Acheulense), que desconheciam ainda a técnica do encabamento.
O biface é também conhecido como a ferramenta humana mais duradoura e universal. Constituído por uma zona apontada ou ogival, gumes cortantes laterais e uma base aproximadamente arredondada. Existem instrumentos deste de variadas formas (circulares, triangulares, elípticos) sendo que, os m ais comuns apresentam uma forma mais amendoada.
Ao longo de toda a sua existência (desde há cerca de um milhão e meio de anos em África e quinhentos a seiscentos mil anos na Europa, até há cerca de cem mil anos), os bifaces evoluíram de formas arcaicas (ditas Abevilenses) até formas mais evoluídas (ditas Micoquenses).
Descrição: Biface de base cortical, com levantamentos oblíquos no anverso, e sub-horizontais no reverso. É fabricado sobre seixo rolado e espesso como quase todos os bifaces em quartzito. Mantém o córtex primitivo do seixo (zona de preensão da peça. A parte telhada é mais limitada e quase plana, no reverso, e é mais extensa e oblíqua, no anverso. A linha do gume é quase retilínea. A silhueta geral é equilibrada.
Cronologia: o Biface surge no Paleolítico Inferior, no contexto da Cultura Acheulense
Categoria: Utensílio lítico e sub-produto de talhe
Super Categoria: Arqueologia
Suporte: Quartzito
Dimensões: Comp.157cm; Larg.80; Esp.73;
Origem: ao longo da praia de Carreço
Fundo Adalberto Enes
Bibliografia: Bordes, F., 1961. Typologie du Paléolithique Ancien et Moyen. Vol. 1. Bordeaux.
- Magalhães, M. C., 2023. Estudo Preliminar dos Picos Pré-históricos de Viana do Castelo – Fundo Adalberto Enes. Cadernos Vianenses. Viana do Castelo: Câmara Municipal de Viana do Castelo. Pp. 265- 290;
- Meireles, J., 1991. As indústrias líticas pré-históricas do litoral Minhoto (Portugal) no seu contexto crono-estratigráfico e paleoambiental. Dissertação de doutoramento na especialidade de Pré ‑história e História da Antiguidade, Universidade do Minho, Braga, policopiado, 5 vols.
- Cunha-Ribeiro, J. P., et al., 2018. O Paleolítico do Minho: vestígios arqueológicos dos primeiros habitantes do concelho.
Infopédia:
O Paleolítico de Melgaço - Vestígios arqueológicos dos primeiros habitantes do Concelho
Estação paleolítica de Veiga da Areosa, Viana do Castelo
Os machados de mão no Paleolítico Inferior Português