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- Águas da Memória anacrónica _ imagem documental
Águas da Memória anacrónica _ imagem documental
ÁGUAS DA MEMÓRIA ANACRÓNICA
IMAGEM DOCUMENTAL _ CONSTRUCTO IMAGÉTICO DE MEMÓRIA
No desenvolvimento sistemático do Constructo Imagético de Memória, retomamos um trabalho anterior que se debruça sobre o plano territorial e a relação da cidade com o rio. Apresentamos um conjunto de fotografias que convida cada observador a construir a sua própria narrativa. É no princípio da memória anacrónica que a fruição destas imagens pode despertar um interesse singular.
Entendemos também que a “fotografia suspende a história precisamente porque opera de modo que suspende o tempo numa micrologia do instante” (Bernardo Pinto de Almeida. 2014, p. 32). É, portanto, a partir desta suposição que este objeto expositivo deve ser apreciado, sem deixar de nos questionarmos sobre “qual é o tempo e o espaço” destas fotografias.
Operamos no universo imagético para a compreensão do território, da cidade, dos presentes e das ausências. É aqui, também nestas fotografias, que se efetiva, no nosso entender, o processo que começa por testemunhar algo, registando um acontecimento, e que, numa fase posterior, se transforma em presença: assinala a existência de uma realidade passada, vivida e que, por meio do registo, pode ser revivida ou imaginada - quando não vivenciada - com o desígnio de construir memória.
Agregamos ainda uma possibilidade de observação que, a partir da imagem exposta, nos permite uma outra perspetiva, potenciada pela tecnologia do código Qrcode.
Dos espólios de fotografia do jornalista Severino Costa, do fotógrafo Félix Llano Iglésias, colecção de Manuel Filgueiras Tilve e do Fundo Postal do Arquivo e Memória de Viana do Castelo, encontraram-se as fotografias substancialmente constituídas de identidade que, no nosso entendimento, são capazes de estabelecer a relação memorial, orientados pelo que Martinho Lutero nos enriqueceu “As imagens para recordação ou testemunho devem ser toleradas, porque se colam à memória e ao testemunho.” (Belting (2011) cita, p.169) é assim suficiente, vigoramos da pertinência, não porque as toleramos, mas ao invés, as procuramos incessantemente como fonte inquestionável de interesse.