Presidente da Câmara Municipal evidencia investimento na Proteção Civil, que atua 365 dias por ano
A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo assinalou hoje os seus 145 anos de vida. Para além da tradicional romagem ao cemitério e do desfile e parada, decorreu também uma sessão solene comemorativa onde participou o Secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha. Na sua intervenção, o autarca de Viana do Castelo voltou a defender que a Proteção Civil não é uma despesa, mas um investimento para o bem-estar das populações.
Os Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo, atualmente com 80 bombeiros e 20 cadetes e infantis na sua academia, assinalaram o seu aniversário com uma sessão com casa cheia. Para além da atribuição das diversas medalhas e da parada em frente do quartel, a sessão solene contou com diversas intervenções. No seu discurso, o autarca falou do esforço pessoal dos bombeiros voluntários para servir a causa pública e agradeceu a relação que a instituição e a autarquia sempre tiveram.
“Mas há uma nota que temos que evidenciar: deixamos de falar em despesa com os bombeiros, com a proteção civil, e passamos a falar de investimento, porque é disso que se trata, de um investimento e de um trabalho que é feito durante 365 dias por ano”, evidenciou o autarca, para quem todos os elementos da proteção são como uma “orquestra para a qual todos somos convocados”.
Já o Secretário de Estado agradeceu o trabalho de todas as instituições e revelou a necessidade de pensar não só em época de incêndios, mas na proteção civil como um fenómeno para todo o ano, sublinhando a importância das autarquias nesta área e dando como um bom exemplo o caso de Viana do Castelo.
Os Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo nasceram da reação a um grande incêndio no armazém de enxofre que a empresa Araújo & Cª, do Porto. O armazém continha 1.016 sacas daquele produto e uma porção de urze seca, que servia para a estivagem de navios, que tornaram o ar irrespirável, sendo necessário que, para além dos bombeiros municipais, acudissem também os populares.
