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Residências artísticas
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Residência Salt Mouth – Expanded Archive
Nesta residência, A Recoletora parte da cultura sargaceira e da relação histórica de Viana do Castelo com o Atlântico para explorar novas formas de ligação entre pessoas, mar e alimento. Através das algas, da memória coletiva e das práticas alimentares, o projeto ativa saberes ancestrais para imaginar futuros mais conscientes e regenerativos.
Caminhadas, recolhas, cozinha, arquivo e criação artística juntam comunidades locais como sargaceiras, pescadores e comunidade académica, num processo participativo que cruza tradição, experimentação e partilha.
Objetivo: Reativar a memória do sargaço como património vivo, promovendo novas leituras sobre o uso das algas, a valorização ecológica do oceano e a relação entre cultura, alimento e território.
Artistas: Alexandre Delmar & Maria Ruivo

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Residência FluidScope
Nesta residência, Hila Mor convida a comunidade de Viana do Castelo a explorar a água de forma criativa e participativa. Através de ferramentas de ciência cidadã, o projeto permite investigar fontes de água locais, recolher dados sobre a sua qualidade e transformá-los em peças visuais, unindo ciência, criatividade e envolvimento da comunidade.
Objetivo: Promover uma relação mais consciente com a água, tornando os dados ambientais acessíveis, partilhados e ligados à ação coletiva.
Artista: Hila Mor

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Residência Syzygy of the Tides
Nesta residência, Kerrie O’Leary parte do antigo moinho de maré e do Parque Ecológico Urbano para explorar a relação entre marés, energia e comunidade. Através de dados históricos, ritmos das marés e contributos locais, o projeto dá forma a uma escultura cinética que revela como as forças naturais moldaram e continuam a moldar a vida humana em Viana do Castelo.
Objetivo: Transformar dados, memória e energia em movimento, convidando à reflexão sobre o passado, as transições do presente e as responsabilidades ecológicas do futuro.
Artista: Kerrie O’Leary

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Residência See-Waves: Echoes of the Unseen
Nesta residência, os artistas cruzam arte e ciência para tornar visível o que normalmente permanece escondido no oceano. Através de som subaquático, temperatura e dados de poluição do Atlântico, o projeto transforma informação científica em vibração, luz e forma — criando uma experiência sensorial que liga dados, emoção e poesia.
Objetivo: Permitir que o público sinta o oceano para além da superfície, tornando percetível o invisível e convidando a uma nova relação com o mar e com os seus desafios.
Artistas: José Teibão & Filipe Becken

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Residência Attuning to Absence – The Silence Beneath the Crust
E se aquilo que está a desaparecer também tivesse algo para nos dizer?
Nesta residência, os artistas investigam os rios Neiva e Lima, explorando sinais quase invisíveis da vida aquática: sons submersos, vestígios biológicos e dados científicos para tornar percetível o que normalmente não vemos nem ouvimos.
Objetivo: Dar forma sensorial às transformações silenciosas dos ecossistemas aquáticos e provocar uma nova atenção sobre a ausência, a perda e a memória da água.
Artistas: Tatiana Rosa & Pedro Matias

Co-criação com a comunidade
A co-criação no âmbito do projeto Viana STARTS é definida como um modelo participativo fundamental para o desenvolvimento do seu Plano de Atividades. Este processo é um esforço conjunto que envolve diversos atores da sociedade, tais como jovens, o setor cultural e criativo, associações, empresários, cientistas, professores e toda a comunidade local.
A metodologia de co-criação estrutura-se em quatro fases principais que visam transformar a visão da comunidade em ações concretas: ouvir, co-desenhar, validar e elaborar o Plano de Atividades. O objetivo central é estabelecer uma relação simbiótica entre as atividades do projeto e as motivações e necessidades reais dos atores locais, garantindo que o ecossistema de inovação seja verdadeiramente representativo de todos os intervenientes.
Para materializar esta co-criação, o projeto tem implementado diversas iniciativas de escuta ativa e colaboração, entre as quais se destacam:
- Focus groups específicos com a comunidade científica e o setor cultural e criativo.
- Workshops com a comunidade educativa (envolvendo mais de 280 participantes).
- Recolha de ideias aberta à comunidade (com mais de 50 ideias já submetidas).
- Reuniões 1-on-1 e visitas ao setor empresarial.
Em suma, a co-criação funciona como a ferramenta que permite à cidade imaginar e construir, de forma colaborativa, um futuro que seja simultaneamente sustentável, inclusivo e estético.



