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Prevenção de incêndios florestais

Período Critico

O «Período Crítico» é o período durante o qual vigoram medidas e ações especiais de prevenção contra incêndios florestais. O «Período Crítico» vigora normalmente entre 1 de julho a 30 de setembro, sendo no entanto a duração definida anualmente através de uma Portaria. 

Ver a Portaria nº 180/2015 

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Condicionamento de acesso, de circulação e de permanência

Artigo 22.º do Decreto-lei n.º 124/2006, de 28 de Junho, republicado pelo Decreto-Lei n.º 17/2009, de 14 de Janeiro

No «Período Crítico» fica condicionado o acesso, a circulação e a permanência de pessoas e bens no interior de determinados espaços florestais.
Fora do «Período Crítico», e desde que se verifique o Índice de Risco Temporal de Incêndio de níveis muito elevado e máximo, também não é permitido aceder, circular e permanecer no interior das áreas florestais, bem como nos caminhos florestais, caminhos rurais e outras vias que as atravessam.

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Queima de sobrantes e realização de fogueiras

Artigo 28.º do Decreto-lei n.º 124/2006, de 28 de Junho, alterado pelo Decreto-Lei n.º 17/2009, de 14 de Janeiro

Em todos os espaços rurais, durante o «Período Crítico», não é permitido:
a) Realizar fogueiras para recreio ou lazer e para confeção de alimentos, bem como utilizar equipamentos de queima e de combustão destinados à iluminação ou à confeção de alimentos;

b) Queimar matos cortados e amontoados e qualquer tipo de sobrantes de exploração.

Em todos os espaços rurais, fora do «Período Crítico», e desde que se verifique o Índice de Risco Temporal de Incêndio de níveis muito elevado e máximo, mantêm-se as restrições referidas no número anterior.

 

Índice de Risco Temporal de Incêndio Florestal

O Índice de Risco Temporal de Incêndio estabelece o risco diário de ocorrência de incêndio florestal, cujos níveis são reduzido (1), moderado (2), elevado (3), muito elevado (4) e máximo (5), conjugando a informação do índice de risco meteorológico produzido pelo Instituto Português do mar e da atmosfera com o estado de secura dos combustíveis e o histórico das ocorrências, entre outros.
O Instituto Português do mar e da atmosfera (IPMA) calcula diariamente o Risco Temporal de Incêndio, por concelho, que é divulgado através do respetivo site.
O Risco Temporal de Incêndio condiciona o acesso ao espaço florestal e a utilização do uso do fogo fora do «Período Crítico».

Risco de incêndio florestal

Mais informação: https://www.ipma.pt/pt/ambiente/risco.incendio/

Queimadas

Conforme as definições do Decreto-lei n.º 124/2006, de 28 de Junho, republicado pelo Decreto-Lei n.º 17/2009, de 14 de Janeiro, entende-se por «Queimadas» o uso do fogo para renovação de pastagens e eliminação de restolho e ainda, para eliminar sobrantes de exploração cortados mas não amontoados.
Segundo o Artigo 27.º do referido diploma:

  1. A realização de queimadas, definidas no artigo 3.º, deve obedecer às orientações emanadas das Comissões Distritais de Defesa da Floresta.
  2. A realização de queimadas só é permitida após licenciamento na respetiva Câmara Municipal, ou pela Junta de Freguesia se a esta for concedida delegação de competências, na presença de técnico credenciado em fogo controlado ou, na sua ausência, de equipa de bombeiros ou de equipa de sapadores florestais.
  3. Sem acompanhamento técnico adequado, a queima para realização de queimadas deve ser considerada uso de fogo intencional.
  4. A realização de queimadas só é permitida fora do «Período Crítico», e desde que o Índice de Risco Temporal de Incêndio seja inferior ao nível elevado.

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Gestão de Combustíveis

De acordo com o Decreto-lei n.º 124/2006, de 28 de Junho, republicado pelo Decreto-Lei n.º 17/2009, de 14 de Janeiro, a “Gestão de combustível é a criação e manutenção da descontinuidade horizontal e vertical da carga combustível nos espaços rurais, através da modificação ou da remoção parcial ou total da biomassa vegetal, nomeadamente por pastoreio, corte e ou remoção, empregando as técnicas mais recomendadas com a intensidade e frequência adequadas à satisfação dos objetivos dos espaços intervencionados”. A gestão de combustível tem como principal função a diminuição da superfície percorrida por grandes incêndios, permitindo e facilitando uma intervenção direta de combate ao fogo e a redução dos efeitos da passagem de incêndios, protegendo de forma passiva vias de comunicação, infraestruturas e equipamentos sociais, zonas edificadas e povoamentos florestais de valor especial. 

Faixas de Gestão de Combustível

As faixas de gestão de combustível são parcelas lineares de território, estrategicamente localizadas, onde se garante a remoção total ou parcial de biomassa florestal com o objetivo principal de reduzir o perigo de incêndio.

Conforme o Art.º 15.º do Decreto-lei n.º 124/2006, de 28 de Junho, republicado pelo Decreto-Lei n.º 17/2009, de 14 de Janeiro, as responsabilidades dessa gestão são atribuídas da seguinte forma:

  • Os proprietários, arrendatários, usufrutuários ou entidades que, a qualquer título, detenham terrenos confinantes a edificações, designadamente habitações, estaleiros, armazéns, oficinas, fábricas ou outros equipamentos, são obrigados a proceder à gestão de combustível numa faixa de 50 m à volta daquelas edificações ou instalações medida a partir da alvenaria exterior da edificação, de acordo com as normas constantes no Anexo do presente Decreto-Lei e que dele faz parte integrante.
  • Nos aglomerados populacionais inseridos ou confinantes com espaços florestais e previamente definidos no Plano Municipal de Defesa da Floresta contra incêndios é obrigatória a gestão de combustível numa faixa exterior de proteção de largura mínima não inferior a 100 m.
  • Nos parques de campismo, nas infra -estruturas e equipamentos florestais de recreio, nos parques e polígonos industriais, nas plataformas de logística e nos aterros sanitários inseridos ou confinantes com espaços florestais é obrigatória a gestão de combustível, e sua manutenção, de uma faixa envolvente com uma largura mínima não inferior a 100 m, competindo à respetiva entidade gestora ou, na sua inexistência ou não cumprimento da sua obrigação, à Câmara Municipal realizar os respetivos trabalhos, podendo esta, para o efeito, desencadear os mecanismos necessários ao ressarcimento da despesa efetuada.
  • Nos espaços florestais previamente definidos no Plano Municipal de Defesa da Floresta contra incêndios é obrigatório que a entidade responsável:
    a) Pela rede viária providencie a gestão do combustível numa faixa lateral de terreno confinante numa largura não inferior a 10 m;
    b) Pela rede ferroviária providencie a gestão do combustível numa faixa lateral de terreno confinante contada a partir dos carris externos numa largura não inferior a 10 m;
    c) Pelas linhas de transporte e distribuição de energia elétrica em muito alta tensão e em alta tensão providencie a gestão do combustível numa faixa correspondente à projeção vertical dos cabos condutores exteriores acrescidos de uma faixa de largura não inferior a 10 m para cada um dos lados;
    d) Pelas linhas de transporte e distribuição de energia elétrica em média tensão providencie a gestão do combustível numa faixa correspondente à projeção vertical dos cabos condutores exteriores acrescidos de uma faixa de largura não inferior a 7 m para cada um dos lados.

Ver folheto "FGC - Habitações"

Ver folheto "Proteja a sua casa dos incêndios em 10 passos"

Sapadores Florestais

Proteger a floresta contra incêndios constitui um dos objetivos prioritários estabelecidos na Lei de Bases da Política Florestal – Lei n.º 33/96, de 17 de agosto. Para a prossecução de tal objetivo foram criadas as equipas de Sapadores Florestais, dotadas de capacidade e conhecimentos específicos adequados que, ao longo do ano, desenvolvam, com caráter permanente e de forma sistemática e eficiente, ações de silvicultura preventiva e simultaneamente ações de vigilância e de apoio ao combate de incêndios florestais.
O Programa de Sapadores Florestais tem como enquadramento legal o Decreto-Lei n.º 109/2009, de 15 de Maio, que estabelece o regime jurídico aplicável à criação e funcionamento das equipas de Sapadores Florestais e regulamenta os apoios à sua atividade.
As equipas de Sapadores Florestais são formadas no mínimo por cinco efetivos que constituem a unidade base de operação.
As equipas de sapadores florestais existentes em Viana do Castelo pertencem às três entidades a seguir enumeradas, sendo em parte financiadas pelo Estado e na restante parte pela Câmara Municipal através de Protocolos específicos.

- Equipa SF 03-111 – Assembleia de Compartes dos Baldios de Carvoeiro
- Equipa SF 08-111 – Associação Florestal do Lima – AFL
- Equipa SF 21-111 – Associação para a Cooperação Entre Baldios – ACEB

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