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Viana do Castelo participa na Festa do Outono em Serralves com bordados, tecelagem e garranos

21 Setembro 2022

O Município de Viana do Castelo marca presença, este fim-de-semana, na Festa do Outono, em Serralves. O evento celebra a época das colheitas, o reavivar de antigas tradições e costumes, demonstra saberes e práticas ancestrais ligadas à tradição rural, pelo que o concelho vianense será representado com os bordados, a tecelagem e os garranos.


Dias 24 e 25 de setembro, das 10h00 às 19h00, a Festa do Outono oferece música, teatro, dança, oficinas, percursos, jogos, artes e ofícios. Viana do Castelo apresenta-se com os bordados certificados, contando com a presença de duas artesãs a bordar ao vivo (Casa Sandra). Participam igualmente duas artesãs que vão fazer demonstração ao vivo da tecelagem com um tear (Letheshome) e de macramé (Darono). Vão ainda marcar presença no evento dois exemplares de garranos, espécie autóctone protegida.


Recorde-se que, como forma de proteger a qualidade do trabalho das bordadeiras, a Câmara Municipal de Viana do Castelo certificou a marca “Bordado de Viana do Castelo”. Ao longo dos anos, as mulheres de Viana embelezaram as suas toalhas e outros panos, usados em momentos festivos com bordados de grande beleza. A inspiração destes bordados vem dos elementos naturais, com diversas flores estilizadas e elementos vegetais, como são as silvas e as hastes. Desta forma, a exuberância da natureza era transportada para dentro de casa.


Já a tecelagem é uma arte que se funde e se conecta com a história da própria humanidade, tão antiga quanto a sua necessidade de agasalho e de identificação, e consiste em formar um tecido, a partir de fios da trama (horizontal) e da urdidura (vertical), num entrelace entre si. O macramé é uma forma de artesanato milenar. Fios são trançados e atados por nós, de forma puramente manual, para constituir peças de decoração, bijuteria, vestuário, entre outras.

Sobre os garranos, as manadas povoam os baldios das montanhas do Noroeste de Portugal e Galiza, onde ainda são criados num regime semisselvagem graças à sua robustez e excelente adaptação a este habitat. Atualmente, aproximadamente 1.500 garranos habitam as áreas mais elevadas das serras do Alto Minho em cotas superiores aos 500 metros de altitude. A importância do garrano enquanto espécie autóctone evidencia-se pelo seu contributo para a preservação da biodiversidade destes ecossistemas e os garranos podem constituir um instrumento biológico para o controlo da expansão excessiva das áreas de matos e espécies invasoras, contribuindo para a biodiversidade ecossistémica e para a redução dos incêndios silvestres, assim como possuem um enorme potencial de desenvolvimento do turismo sustentável.