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Viana do Castelo com iniciativas de 6 a 8 de maio para assinalar Dia Nacional do Azulejo

06 Maio 2019

A Câmara Municipal de Viana do Castelo preparou um conjunto de iniciativas, que acontecem de 6 a 8 de maio, para assinalar o Dia Nacional do Azulejo, que hoje se comemora. Assim, hoje, às 15h00, o Museu de Artes Decorativas acolhe o Workshop de Conservação e Restauro de Azulejos – Painel Azulejar da Capela do Museu de Artes Decorativas, com o restaurador Filipe Freitas.


Amanhã, 7 de maio, o Museu de Artes Decorativas recebe, às 11h00 e às 15h00, visitas guiadas à exposição de Azulejos “Hispano-Mouriscos e de Figura Avulsa”. A 8 de maio, às 14h30, acontece no Museu de Artes Decorativas a palestra ”Ação Escola SOS Azulejo - Proteção, salvaguarda e valorização”, para o público-escolar, com a presença de Leonor Sá, diretora da Polícia Judiciária, Coordenadora do Projeto “SOS Azulejo”.


Refira-se que a Câmara Municipal de Viana do Castelo tem disponível o Roteiro do Azulejo, onde se propõe ao leitor em geral, e ao turista em particular, uma viagem de três percursos no espaço urbano de Viana do Castelo, ao encontro do Azulejo, num horizonte temporal de meio milénio.


Azulejos ornamental-alegóricos, utilitários e pedagógicos, em revestimentos de fachadas e formando silhares ou “tapetes” em espaços interiores. São azulejos dos séculos XVI, XVII e XVIII, de padronagens, de “figura avulsa” e em composições historiadas do Maneirismo e do “Ciclo dos Mestres” (Primeiro Barroco), “Grande Produção Joanina” e Rococó; padrões de “alto e meio-relevo”, de “estampilha” com pintura manual e de estampagem mecânica; azulejos retangulares “biselados”; frisos e painéis revivalistas e modernistas; composições de novas técnicas e estéticas no dealbar do século XXI.


Os percursos P1 e P2 concernem ao Centro Histórico de Viana do Castelo, atualmente delimitado pelo caminho de ferro e a beira-rio até à foz do Lima: áreas nucleares das freguesias de Santa Maria Maior e Monserrate. O percurso P3 corresponde à área envolvente do Centro Histórico, pelo Poente, Norte e Nascente.


Recorde-se que as coleções do Museu de Artes Decorativas de Viana do Castelo são constituídas por faianças portuguesas dos séculos XVII ("Louça Azul"), XVIII e XIX, faianças da Fábrica de Louça de Viana (1774-1855), azulejos, mobiliário indo-português, mobiliário dos séculos XVII e XVIII e desenhos e pinturas de artistas portugueses (séculos XVIII e XIX).


Instalado desde 1923 num edifício do século XVIII, o Museu de Artes Decorativas de Viana do Castelo tem uma excecional coleção de artes decorativas, doadas pelo estudioso Luís Augusto Oliveira, que inclui contadores Indo-portugueses e mobiliário de D. João V e D. José I. Uma parte importante do acervo do Museu é composta por coleções de faiança, nomeadamente da Fábrica de Loiça de Viana, sendo detentor de uma das mais importantes coleções do país.


Merecedoras de destaque são também as salas com os alizares de azulejos, representando os quatro continentes, as cenas de caça e da vida palaciana. O Museu possui ainda algumas pinturas sobre madeira dos séculos XVI a XX; uma secção lapidar com mais de três dezenas de peças, onde se destaca o núcleo de heráldica classificado como Pedras de Armas e um valioso espólio numismático.