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Viana do Castelo celebrou S. Bartolomeu dos Mártires como santo

20 Julho 2020

Viana do Castelo prestou homenagem a S. Bartolomeu dos Mártires com uma programação variada. A Igreja evoca-o enquanto “Homem Santo, Pai dos Pobres e dos Enfermos” a 18 de julho e a Câmara Municipal de Viana do Castelo juntou-se à Diocese de Viana do Castelo, Paróquia Nossa Senhora de Monserrate, ao Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana e à ARTEAM – Escola Profissional Artística do Alto Minho para o homenagear.


O programa comemorativo incluiu, entre outros momentos, um Concerto de Encerramento de Estágio da Arte Sinfónica | Orquestra ARTEAM, dirigido pelo Maestro Javier Viceiro, nos Claustros do Convento de São Domingos.


No âmbito do Projeto Comunidade, o Teatro do Noroeste – CDV estreou Bartolomeandros, um percurso audiovisual com momentos expositivos e interativos, criados pelos integrantes das Oficinas Regulares de Teatro. A 18 de julho, foi ainda celebrada uma eucaristia presidida pelo Bispo de Viana do Castelo, D. Anacleto Oliveira, na Igreja de S. Domingos. O programa festivo encerrou com o espetáculo Visitações Bartolomeanas, transmitido em ecrã gigante nos Claustros da Igreja de S. Domingos.


O Papa Francisco canonizou Bartolomeu dos Mártires no ano passado através de um Decreto, proclamado solenemente em 10 de novembro. Assim, pela primeira vez, a 18 de julho S. Bartolomeu dos Mártires foi celebrado e evocado como santo, colocado diante da Igreja universal como exemplo de vida cristã e de pastor.


Frei Bartolomeu dos Mártires nasceu em Lisboa a 3 de maio de 1514 e é recordado como um modelo de dedicação à Igreja Católica e aos mais carenciados. A nível internacional, afirmou-se como uma das vozes de referência no Concílio de Trento, num momento em que a Igreja Católica estava confrontada com a Reforma Protestante.


A 23 de fevereiro de 1582 renunciou ao arcebispado e recolheu-se ao convento dominicano da Santa Cruz, também conhecido por Igreja de São Domingos, em Viana do Castelo, nascido por seu empenho em 1561 para favorecer os estudos eclesiásticos e a pregação.


A 16 de julho de 1590 morreu no convento que ajudara a fundar. O seu túmulo situado no altar da Igreja de S. Domingos é, ainda hoje, venerado e respeitado por uma população que não esquece o homem que foi um pregador, teólogo e pastor exemplar, passando uma grande parte da sua vida em visitas pastorais, sem esquecer os mais desfavorecidos.