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Seminário internacional “Energia Renovável Offshore”: Viana do Castelo quer acolher centro internacional de energias ‘offshore’ em 2026

26 Julho 2021

O Presidente da Câmara Municipal garantiu que Viana do Castelo quer acolher um Centro Internacional de Testes de Energias ‘Offshore’ em 2026. José Maria Costa afirmou, durante o seminário internacional “Energia Renovável Offshore”, promovido pela autarquia, que a notoriedade nacional e internacional que o concelho tem conquistado se deve a “um portfólio” de projetos e empresas que tem escolhido instalar-se em Viana do Castelo.


“Viana do Castelo tem o objetivo de atingir a neutralidade carbónica em 2027, contribuindo desta forma para as ambiciosas metas nacionais da descarbonização de Portugal. Acreditamos que este objetivo é plausível atendendo já ao forte investimento já realizado no concelho na produção de energia de biogás, da produção de energias eólica na Serra de Santa Luzia, e particularmente na energia eólica offshore do projeto Windfloat”, afirmou o edil.


“Os recentes investimentos nas energias renováveis oceânicas dos projetos Windfloat e da Corpower na energia das ondas, vieram demonstrar que Viana do Castelo tem condições naturais únicas na costa portuguesa para potenciar ainda mais este potencial energético renovável offshore”, defendeu.


“O desenvolvimento de um forte Cluster de Energias Offshore em Portugal, energia eólica e energia das ondas, já iniciado em Viana do Castelo com o projeto Windfloat, tem também mobilizado as empresas e as Universidades e Institutos Politécnicos nacionais para a instalação de um Centro Internacional das Energias Renováveis Offshore associado a um Centro de Inovação e Desenvolvimento no campus do Instituto Politécnico de Viana do Castelo”, declarou, afirmando que o Centro de Inovação de Energias Renováveis poderá constituir uma das grandes apostas do PRR na inovação e desenvolvimento do país.


Também o Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, que participou no seminário através dos meios digitais, defendeu que o grande potencial das energias renováveis está na eólica no mar (‘offshore’) e que as barragens vão perder importância na produção de energia, a partir de 2030.


Considerou que a energia eólica ‘offshore’ demonstrou o seu “grande potencial”, “a partir do momento em que a tecnologia mostrou que não é preciso amarrar ao fundo do mar as torres”, como acontece no primeiro parque eólico flutuante da Europa, o Windfloat Atlantic, em Viana do Castelo, orçado em 125 milhões de euros, coordenado pela EDP.


“Viana do Castelo é, de facto, da maior importância e o nosso objetivo é mesmo incentivar os investidores nacionais e estrangeiros a continuarem a investir neste domínio”, disse Matos Fernandes, lembrando que, dos cerca de 10.000 empregos criados pelas energias renováveis, 3.000 estão na capital do Alto Minho.


Por sua vez, o Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, que também participou na conferência via meios digitais, destacou as competências “muito apetecíveis” desenvolvidas em Portugal, nas últimas décadas, ao nível dos recursos humanos, por exemplo, no âmbito das tecnologias.


O seminário contou com a presença de empresários e de entidades, tendo reunido contributos do Presidente da Agência para o Desenvolvimento e Coesão I.P., Nuno Santos, do Presidente da CCDR-N, António Cunha, e do Presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do Plano de Recuperação e Resiliência, António Costa e Silva.


O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, encerrou os trabalhos afirmando que Portugal “tem conquistado, ao longo dos últimos quatro anos, o recorde mundial do número de dias consecutivos alimentados a energias renováveis”, numa conquista associada sobretudo à energia eólica, energia hidroelétrica e solar.