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Rede Ibérica de Entidades Transfronteiriças vai pedir plano de atuação para desenvolvimento de infraestruturas na Cimeira Ibérica

19 Novembro 2014

A Assembleia Geral da Rede Ibérica de Entidades Transfronteiriças - RIET, formada por 31 entidades políticas, empresarias e universitárias e presidida pelo autarca de Viana do Castelo, vai pedir à próxima Cimeira Hispano Lusa (Cimeira Ibérica) um plano de atuações económicas de fronteira centrada no desenvolvimento das infraestruturas viárias, portuárias e ferroviárias, assim como a criação de uma plataforma conjunta de correios e um portal administrativo conjunto que facilite a criação e implementação de empresas no outro lado da fronteira.

A Assembleia que acaba de acolher 7 novos sócios - 6 universidades de territórios de fronteira (Vigo, duas de Salamanca e Huelva, pela parte espanhola e Aveiro e Trás-os-Montes e Alto Douro, pela parte portuguesa) juntamente com a Confederação de Empresários da Galiza, CEG- considera prioritários os corredores ferroviários de mercadorias Sines-Badajoz, Aveiro-Salamanca e Sines Ferrol para rentabilizar a ampliação do Canal do Panamá que serão comtempladas através de um convénio marco de transportes de proximidade transfronteiriço no âmbito das comunidades autónomas espanholas e as respetivas direções regionais de Portugal.

Por isso, a RIET vai recomendar à Cimeira Ibérica a recuperação da navegabilidade do rio Minho, com especial atenção ao troço entre A Guarda e Caminha. RIET considerou prioritário que se avance no corredor ferroviário entre Sines, a sul de Lisboa e Ferrol, em que cujo troço intermedio se encontra em Vigo-Porto, atualmente em fase de licitação por parte das autoridades lusas.

Paralelamente, será solicitado à Cimeira Ibérica a modernização da ligação Madrid Lisboa (Lusitania) na zona portuguesa à altura de Valenciad e Alcántara e garantir a sua continuidade. Trata-se de uma ligação fundamental para vertebrar o território tanto a nível de passageiros como de mercadorias. Atualmente encontra-se paralisada a renovação de vias no lado português, ao mesmo tempo que se questiona dar continuidade ou não à mesma. Também reclama das autoridades espanholas modernização do troço na ligação da linha Beira Alta, desde Fuentes de Oñoro até Salamanca.

No plano viário, a Rede Ibérica solicitará a ligação A6/E82 entre Quintanilha e Zamora para dar continuidade à autoestrada transmontana que estará pronta em finais deste ano, assim como definir o ponto de ligação entre a autoestrada Transmontana com a A52 entre Puebla de Sanabria e Bragança. Por último, a RIET reclama a construção da Ponte Internacional de Masuaco, em Salamanca.

A RIET solicitará igualmente à Cimeira Ibérica terminar a implementação do início das obras do corredor ferroviário de mercadorias Sines-Poceirão-Elvas-Badajoz. No plano viário, a Rede Ibérica solicitará que se retome o estudo e a previsão orçamental no lado português para terminar a ligação da A5, Madrid-Badajoz, à de altura de Plasencia-Coria-Castelo Branco, assim como, a ligação por autoestrada de Morajela-Monfortiño-Castelo Branco (a união da EX-A1 com a A23).

A RIET solicitará à Cimeira Ibérica lançar o estudo para criar a linha ferroviária Fuente San Esteban até Pocinho, que esteve em exploração mas foi encerrada devido a problemas económicos, embora a parte do troço português continue ativo. Também, se solicitará uma linha ferroviária que ligue Huelva e Faro.

O Presidente da RIET e presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, afirmou que “enquanto até esta data eramos a maior fronteira e mais antiga da Europa, agora convertemo-nos na mais participativa e estruturada ao consolidarmos como um modelo único na Europa, integrada por 14 entidades transfronteiriças, 14 associações empresarias e 6 universidades, tanto de Espanha como de Portugal”.

Viana do Castelo, 19 de novembro de 2014