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“Povo de Viana não esquece Dom Frei” afirma autarca de Viana do Castelo

08 Maio 2019

O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, José Maria Costa, afirmou ontem, durante a apresentação do fac-símile que assinalou os 400 anos da 1ª edição da obra “VIDA DE DOM FREI BERTOLAMEV DOS MARTYRES”, que “o povo de Viana não esquece Dom Frei”. A obra original, datada de 1619 e da autoria de Frei Luís de Sousa, foi agora reeditada pelo Município.


A apresentação da obra aconteceu na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo e contou com a presença de Artur Anselmo, da Academia das Ciências, do Bispo da Diocese de Viana do Castelo, D. Anacleto Oliveira, e do Vigário Geral da Diocese, Monsenhor Sebastião Ferreira.


Para o Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, que abriu a sessão, a reedição desta publicação contribui para que a doutrina e a mensagem do Beato Bartolomeu dos Mártires não seja esquecida. O autarca defendeu que Bartolomeu dos Mártires é uma figura ímpar na história da cidade e do concelho, que marcou de forma indelével a Igreja Católica e que, ainda hoje, mais de quinhentos anos depois do seu nascimento, é motivo de devoção para muitos vianenses. Por isso, o autarca afirmou que o Município está empenhado na canonização de Dom Frei, tendo já transmitido à Santa Sé a estima e a devoção que os vianenses nutrem por esta figura.


Artur Anselmo expressou regozijo pelo espírito de colaboração existente entre a Câmara Municipal de Viana do Castelo e a Igreja, indicando que foi a 7 de maio, há 400 anos, que a obra da autoria de Frei Luís de Sousa, impressa em Viana do Minho, foi lançada.


Monsenhor Sebastião Ferreira assumiu-se também como um apaixonado pela figura do Beato Bartolomeu dos Mártires, exaltando a sua profunda simplicidade.


A terminar a sessão, D. Anacleto Oliveira agradeceu à autarquia a publicação deste fac-símile e assegurou que foi através deste livro “memorável” que, já como Bispo de Viana do Castelo, conheceu melhor a figura de Bartolomeu dos Mártires.


Frei Bartolomeu dos Mártires viveu no século XVI e distinguiu-se pela sua relevante intervenção no Concílio de Trento, tendo ficado conhecido pelo seu cariz reivindicativo e simples. A 23 de fevereiro de 1582 renunciou ao arcebispado e recolheu-se ao convento dominicano da Santa Cruz, também conhecido por Igreja de São Domingos, em Viana do Castelo, nascido por seu empenho em 1561 para favorecer os estudos eclesiásticos e a pregação. Morreu nesse convento a 16 de julho de 1590, reconhecido e aclamado pelo povo como o "Arcebispo Santo", pai dos pobres e dos enfermos. O seu túmulo, situado no altar da Igreja de S. Domingos, é, por isso, ainda hoje venerado.


Foi declarado venerável por Gregório XVI em 23 de março de 1845. O Papa João Paulo II reconheceu, em 7 de julho de 2001, o milagre proposto para a sua beatificação, ocorrida a 4 de novembro desse ano: dia litúrgico de S. Carlos Borromeu, com quem trabalhou arduamente na prossecução dos objetivos do Concilio de Trento. A Igreja evoca-o a 18 de julho.