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Museu de Artes Decorativas regista aumento exponencial de visitas em 2015

25 Setembro 2015

O Museu de Artes Decorativas (MAD) de Viana do Castelo, recentemente alvo de requalificação e com uma nova exposição permanente, registou um aumento exponencial de visitas, que praticamente duplicou relativamente ao mesmo período de 2014.

Assim, até final de Agosto, passaram pelo museu cerca de 11.500 visitantes, sendo que em igual período de 2014, as cifras estavam 6.340. Tal fica a dever-se ao investimento recentemente efetuado neste edifício, que resultou numa nova abordagem do museu, que apresenta agora uma nova exposição permanente.

De lembrar que o MAD foi alvo de uma empreitada de 320 mil euros (cofinanciada em 85 por cento pelo ON 2 – O Novo Norte) para melhorar as condições do museu situado no Largo de S. Domingos. A intervenção teve como objetivos preservar o edifício enquanto estrutura física e bem arquitetónico de valor patrimonial; recuperar a envolvente exterior (cobertura e sistema de drenagem das águas pluviais; e aproveitar a oportunidade criada pela necessidade de intervir nas caixilharias exteriores para realizar obras de correção correspondentes à reposição da “conceção original”.

Os objetivos da candidatura prenderam-se ainda com a preservação e valorização do património museológico e com o cumprimentos das normas imposta pela Rede Portuguesa de Museus (preservar, valorizar e divulgar convenientemente a coleção), pelo que, com a intervenção, foi possível otimizar as funções museológicas, nomeadamente a de comunicação, permitindo renovar a exposição permanente.

O Edifício e a Coleção
O Museu de Artes Decorativas de Viana do Castelo está instalado num solar urbano edificado em 1724, situado no Largo de São Domingos. Em 1730, o edifício foi adquirido pela família Barbosa Teixeira Maciel, ficando a ser conhecido pela “Casa dos Barbosa Macieis”.

Na posse da Câmara Municipal, desde Julho de 1921, e com instalações renovadas, o museu foi aberto ao público durante as festas da cidade, a 18 de Agosto de 1923, ficando instalada desde essa data, no mesmo edifício, a Biblioteca Municipal até ao ano de 1966. Trata-se de um edifício de linhas barrocas, embora com elementos clássicos, como são os frontões triangulares que encimam as janelas onde sobressai o brasão do Teixeira Barbosa Maciel.

No seu interior destacam-se três salas com alizares de azulejos a azul e branco, uma pequena capela/oratório com retábulo de talha barroca e paredes decoradas a azulejos historiados assinados pelo mestre Policarpo de Oliveira Bernardes.
Associados à criação do museu e ao seu espólio, estão os colecionadores Dr. Luís Augusto Oliveira e o professor Serafim Neves, que logo nos primeiros anos cederam para exposição parte das suas coleções.

A coleção do museu é constituída por peças de arqueologia, numismática e heráldica, possui a mais numerosa e diversificada coleção de faianças portuguesas do século XVII e XVII, designada de “louça azul” fabrico de Lisboa e Coimbra. Especial destaque para as faianças da Fábrica de Darque e para o núcleo de mobiliário indo-português, desenho e pintura dos séculos XVII e XVIII.

Gabinete de Imprensa
Câmara Municipal de Viana do Castelo