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Livro e exposição assinalam 21 anos da chegada do navio Gil Eannes a Viana do Castelo

04 Fevereiro 2019

O navio Gil Eannes chegou há 21 anos a Viana do Castelo, para aí ser atracado na antiga doca comercial e assumir funções de museu e, para assinalar a efeméride, foi ontem lançado um livro e inaugurada uma exposição, no âmbito das comemorações. A sessão solene comemorativa aconteceu a bordo do navio Gil Eannes, seguida da apresentação do livro “A Pesca do Bacalhau – História, Gentes e Navios: Os Navios – motor da Pesca à Linha, Tomo III”, de João David Batel Marques. De seguida, na Sala José Hermano Saraiva, foi inaugurada a exposição “Campanha São Ruy 1952”. A sessão contou ainda com a exibição do documentário inédito do vianense Capitão João Araújo, “Campanha do São Ruy de 1952“.


O Navio Hospital Gil Eannes, construído em Viana do Castelo nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, iniciou a sua atividade como hospital em 1955, apoiando durante décadas a frota bacalhoeira portuguesa que atuava nos bancos da Terra Nova e Gronelândia. Desativada a frota bacalhoeira, ficou a apodrecer nas docas de Lisboa, durante muitos anos.


Em 1998, a Fundação Gil Eannes, considerando-o património cultural e afetivo da cidade, resgatou-o da sucata por cerca de 250 mil euros, após uma inédita campanha que envolveu todos os estratos sociais vianenses. A 31 de janeiro de 1998 foi recebido festivamente na Foz do Lima onde, depois de limpo e restaurado, foi aberto ao público, assumindo-se como polo de atratividade para Viana do Castelo.


O navio-museu está prestes a atingir 1 milhão de visitantes, desde que foi recuperado para assumir funções museológicas. Entre 2013 e 2018, o navio recebeu 342.944 visitantes. Recorde-se que, em 2013, o navio esteve encerrado entre fevereiro e março por motivo de docagem e em 2014 esteve encerrado a visitas por causa de obras inerentes à instalação do Centro de Mar.


Ao longo dos últimos cinco anos, o número de visitantes mais do que duplicou, já que em 2013 foram registados 41.398 visitantes e, em 2018, foram assinalados 90.835 visitantes do museu flutuante.


Desde que o Navio Gil Eannes foi colocado em exposição na antiga doca comercial de Viana do Castelo, a Fundação Gil Eannes tem tido como objetivo transformar o navio num espaço museológico, contribuindo deste modo para o desenvolvimento cultural, turístico e científico, especialmente em áreas relacionadas com o mar. Assim, ao longo destes anos várias obras de reabilitação e restauro têm sido feitas, proporcionando aos visitantes o contato com os diversos espaços característicos de uma embarcação, como a ponte de comando, casa das máquinas, cozinha, padaria e diversos camarotes, bem como os espaços que integram a zona hospitalar o consultório médico, sala de tratamentos, gabinete de radiologia, enfermarias e bloco operatório, permitindo assim que o visitante adquira um pouco da história do navio hospital e da pesca do bacalhau que se fazia nos mares da Terra Nova e Gronelândia.