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Empreitada estabelece integridade física, histórica e estética da fachada da Igreja de São Domingos

07 Abril 2020

Está a decorrer a empreitada que visa restabelecer a integridade física, histórica e estética do conjunto da fachada da Igreja de São Domingos, possibilitando a sua leitura evocativa e decorativa, para preservar a dimensão artística da fachada. A reabilitação e valorização da fachada e do adro da Igreja de Santa Cruz/Convento de S. Domingos, financiada pelo Norte 2020, está a ser promovida pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, em parceria com a Direção Regional de Cultura do Norte.


Neste momento, estão a proceder-se aos trabalhos de colocação do sistema eletrostático para afastar aves, assim como à recuperação de rebocos e vãos de madeira da fachada principal.


No âmbito da empreitada, encontra-se em curso a dessalinização por aplicação de compressas humedecidas em água desionizada e medição de condutividade; o tratamento de placas, plaquetas e lascagem por micro-colagens e aplicação de argamassas; o tratamento da desagregação granular por consolidação do suporte e, em casos mais extremos, substituição do material pétreo por uma nova peça com estereotomia idêntica; o tratamento de juntas (abertura e refechamento com argamassa de traço e cor adequados); a colmatação pontual de lacunas, e a remoção de intervenções anteriores disfuncionais ou obsoletos.


Estes são trabalhos que implicam uma rigorosa aplicação e sistematização de procedimentos, que estão ainda articulados com a intervenção de construção civil, nomeadamente a recuperação dos rebocos das aletas, o tratamento dos vãos de madeira da fachada principal, a revisão das funilarias (algerozes e rufos em zinco) e a instalação de um sistema electroestático de afastamento de aves.


A construção da igreja de Santa Cruz ou igreja de São Domingos remonta ao século XVI. Da autoria do mestre João Lopes, o Moço, e elaborada segundo os rigorosos planos e indicações de D. Frei Bartolomeu dos Mártires, a igreja do Convento de São Domingos apresenta uma fachada retabular dividida em três registos. Ao longo do tempo, a fachada sofreu diversas intervenções, com o intuito de colmatar ou minimizar alterações sofridas com origem em fenómenos naturais ou resultantes da ação humana.


A intervenção de conservação e restauro tem por objetivo cessar a continuidade dos fenómenos de degradação, colmatando ou minimizando as fontes de alteração. Para tal, efetuaram-se até ao momento os seguintes tratamentos: limpeza de depósitos superficiais (a seco e por via húmida); remoção de plantas superiores; eliminação de micro-organismos (colonização biológica); limpeza de depósitos e escorrências de guano; remoção e/ou desoxidação de elementos metálicos oxidados, e eliminação/atenuação de crostas e filmes negros por via húmida, compressas químicas e/ou micro-abrasão pontual.