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CMIA disponibiliza plataforma de Bioregisto para identificar espécies de todo o distrito

22 Outubro 2018

O Centro de Monitorização de Interpretação Ambiental (CMIA) de Viana do Castelo e a Câmara Municipal lançaram uma plataforma on-line de Bioregisto, para registo de observações da biodiversidade. Com um fim científico, mas destinado a todos os públicos, o bioregisto permite a identificação de espécies de todo o distrito. A plataforma regista, neste momento, mais de quatro dezenas de contribuições efetuadas por cidadãos dos concelhos de Viana do Castelo, Braga, Ponte de Lima, Felgueiras e Fafe.


Depois de enviar o registo fotográfico, o cidadão vai ter acesso a um resumo sobre a espécie fotografada, recebendo ainda informações sobre a Origem, o Reino, Classe, Ordem, Família, Género, Espécie, entre outros dados, como o Nome Vulgar. Na página oficial do CMIA, podem encontrar-se bioregistos da genciana-das-turfeiras, perpétua-das-areias, cinzentinha, azulinha, borboleta do nabo, bela dama americana, gafanhoto de asas azuis, gaiteiro negro, estrela do mar espinhosa, entre muito mais.


O objetivo desta plataforma é promover a divulgação do património biológico da região, mas também zelar pela sua conservação, através do conhecimento. Todos os registos foram efetuados no distrito de Viana do Castelo e validados pelo CMIA. Estão disponíveis informações sobre espécies de plantas, insetos, répteis, aves, mamíferos e invertebrados marinhos, entre outros e, por exemplo, o texugo, o sardão, a rola-do-mar e a rã-ibérica.


Nesta informação, que pode ser acedida através do endereço http://www.cmia-viana-castelo.pt/bioregisto, o utilizador encontra um conjunto de características de cada espécie – se são nativas ou não desta região, se estão classificadas com estatuto de conservação, segundo as normas Portuguesas e segundo as normas da IUCN (Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais), assim como o histórico de todos os cidadãos que contribuíram para estes registos.

O CMIA de Viana do Castelo foi inaugurado a 21 de junho de 2007 nas Antigas Azenhas de D. Prior (moinho de maré de Viana do Castelo). Resultante de uma recuperação no âmbito do Programa Polis, o CMIA destina-se a todo o tipo de público, desde a população em geral às organizações não governamentais, passando pelas associações de caracter social, recreativo, desportivo ou ambiental, escolas, educadores, professores, grupos profissionais e empresários. Este espaço é composto por diversas salas, incluindo uma sala de exposição temporária, a sala do Moinho de Maré, sala de atividades, um centro de recursos constituído por um laboratório e uma biblioteca.


É missão do CMIA promover um espaço de debate e reflexão sobre questões ambientais emergentes, desenvolvendo assim um centro de recursos acessíveis, diversificado e versátil em diversas temáticas ambientais.