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Cerca de 500 investidores da Diáspora estão reunidos em Viana do Castelo

15 Dezembro 2017

O II Encontro de Investidores da Diáspora, que decorre até amanhã em Viana do Castelo, junta cerce de meio milhar de investidores portugueses vindos de todo o mundo. Na sessão de abertura, o Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo sublinhou que o Alto Minho tem “acarinhado os investimentos” e salientou o crescimento económico da região, terminando com um desafio para que se aprofunde o maior ativo: a língua portuguesa.

O autarca, que abriu a sessão do Encontro de Investidores da Diáspora juntamente com o ministro dos Negócios Estrangeiros, o Ministro da Economia e o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, salientou a importância do encontro e vincou que “os autarcas do Alto Minho têm acarinhado os investimentos dos nossos investidores da diáspora nos seus territórios, e a prova disso são os exemplos de investimentos que se têm efetuado um pouco pelos 10 concelhos, mas também as parcerias e os apoios que as empresas e empresários da diáspora deram nos períodos da crise recente”. Com estas opções, continuou José Maria Costa, foram abertas “portas para a internacionalização de muitas empresas locais, que hoje têm no mercado da exportação mais de 50 % da sua atividade empresarial”.

José Maria Costa aproveitou ainda o discurso para lembrar que o Alto Minho “conseguiu ser a segunda NUTS III da Região do Norte mais resiliente à crise internacional, com um crescimento médio anual de 0,7% entre 2008 e 2015, claramente superior aos -0,2% da Região do Norte e aos - 0,7% de Portugal”, apresenta uma balança comercial de bens com evolução muito favorável nos últimos anos (com níveis de exportações na ordem dos 1.600 M€), com saldos positivos cada vez mais favoráveis (na ordem dos 600 M€) e uma taxa de cobertura (161%) claramente superior à média nacional (82,3%), e que as “as exportações no Alto Minho cresceram 22% entre 2013 e 2015, ou seja, a um ritmo médio 1,7 vezes superior ao verificado na Região do Norte e mais de quatro vezes superior ao registado ao nível nacional”.

O autarca, também Presidente da CIM Alto Minho, concluiu com os dados do emprego, cujos indicadores “registaram igualmente uma evolução positiva com uma redução do número de desempregados entre 2013 e 2016 (-37%) ainda mais favorável do que a registada ao nível do Continente e da Região do Norte (-31%), continuando assim o Alto Minho a ser a NUTS III da Região do Norte com o menor indicador local de desemprego registado”.

“Mas a promoção da nossa língua, porventura o nosso maior ativo tem de ser aprofundado nos domínios da literatura, das artes, da economia, da música e do ensino”, concluiu, num desafio lançado aos governantes presentes no II Encontro de Investidores da Diáspora.

O II Encontro de Investidores da Diáspora

A iniciativa, que visa promover a dinamização do tecido empresarial da diáspora portuguesa e do seu duplo potencial, enquanto origem de fluxos de investimento e destino de iniciativas de diversificação de mercados por parte de empresários portugueses, ao nível das micro e pequenas empresas, pretende ir ao encontro das preocupações, questões e interesses concretos dos participantes, facultando-lhes o acesso a conhecimentos e informação em áreas-chave para os seus negócios, nomeadamente no plano dos mecanismos institucionais de apoio ao investimento em Portugal (estando para o efeito presentes representantes das relevantes instituições e instrumentos de apoio ao investimento ou ligados às áreas funcionais que lhe estão mais diretamente associadas), facilitando-lhes o estabelecimento de redes de contacto com entidades importantes para as suas atividades económicas e também com outros investidores, proporcionando-lhes o espaço para possíveis oportunidades de negócios ou parcerias e oferecendo-lhes uma plataforma privilegiada para o diálogo, o debate, a partilha de experiências e boas práticas, e o esclarecimento de dúvidas em tempo real. Ao mesmo tempo, procura-se contribuir para fortalecer um sentimento identitário comum entre os empresários portugueses pelo mundo, independentemente dos países onde estão estabelecidos e das realidades e contextos específicos em que se inserem.

O programa do evento foi concebido em torno de painéis dedicados a áreas temáticas úteis e apelativas aos investidores portugueses e lusodescendentes presentes. Três painéis institucionais incidirão, respetivamente, sobre oportunidades, instituições e instrumentos de apoio ao investimento; modelos de associação e participação em rede, com enfoque nas Universidades, Câmaras de Comércio e Indústria portuguesas no estrangeiro e outras formas de associativismo empresarial da diáspora; e o papel das autarquias, regiões, cooperação regional e transfronteiriça. Estes painéis temáticos serão lançados por membros do Governo e neles participarão oradores representando tutelas, instituições e entidades nacionais relevantes nas áreas do investimento e empreendedorismo com origem ou destino na Diáspora.

Gabinete de Imprensa
Câmara Municipal de Viana do Castelo