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Biblioteca Municipal de Viana do Castelo encerra de 29 de julho a 31 de agosto para obras

23 Julho 2019

Entre os dias 29 de julho e 31 de agosto, a Biblioteca Municipal de Viana do Castelo estará encerrada ao público, para realização de uma empreitada de reabilitação. As obras irão obrigar ao encerramento dos serviços da Biblioteca e têm como objetivo a reparação da cobertura e o tratamento dos pavimentos de madeira. A requalificação do edifício municipal representa um investimento superior a 143 mil euros.


A Biblioteca Municipal, desenhada por Álvaro Siza Vieira, tem uma área total de 3.130 metros quadrados divididos por dois pisos, sendo o piso inferior destinado aos serviços técnicos, gabinetes de trabalho e de consulta especializadas, áreas de depósito e de atendimento, reservando-se o andar sobrelevado às salas de leitura para adultos e crianças. Atualmente, a biblioteca conta com cerca de 100 mil livros.


Enquadrada com o rio e com o centro histórico da cidade, a Biblioteca foi construída em betão branco, que recobre uma complexa estrutura em ferro, sendo o embasamento em granito. As salas são inundadas de luz natural graças aos originais lanternins e às grandes janelas panorâmicas sobre o rio Lima.


A Biblioteca Municipal tem uma história que remonta à segunda metade do séc. XIX. A sua fundação, em 16 de fevereiro de 1888, surgiu na sequência da proposta apresentada em sessão de Câmara pelo vereador José Malheiro Reymão. Nessa sessão, deliberou-se “fundar uma biblioteca municipal, cujas vantagens são desde há muito reconhecidas e reclamadas por todos, solicitando-se do governo de Sua Majestade os volumes que ficaram do extinto convento das Ursulinas e bem assim os dos restantes conventos de religiosas deste distrito que ainda existem, devendo os destes últimos conventos serem entregues a esta Câmara à medida que os mesmos se fossem extinguindo”. Assim, o núcleo bibliográfico inicial era constituído com base nos livros integrados na Fazenda Nacional na sequência do Decreto de 28 de maio de 1834, da autoria de Joaquim António de Aguiar, que determinou a extinção de todos os conventos, mosteiros, colégios, hospícios, e quaisquer outras casas das ordens religiosas regulares, e do Decreto e Instruções de 31 de maio de 1862, do Ministério e Secretaria de Estado dos Negócios da Fazenda, que regulou a execução da Lei de 4 de abril de 1861, na qual os conventos femininos de Portugal foram extintos por óbito da última religiosa professa.