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Arrancou empreitada financiada pelo POSEUR para cumprir Programa de Reabilitação de Áreas Classificadas do concelho

01 Julho 2020

No âmbito da Estratégia Municipal para a Conservação da Natureza, plano inscrito na Agenda de Ambiente e Biodiversidade em curso para o quadriénio 2017-2021, a Câmara Municipal obteve aprovação do POSEUR para a execução do Programa de Reabilitação Ecológica das Áreas Classificadas do concelho.


O arranque da empreitada, no valor global de meio milhão de euros e que ocorreu hoje, 1 de julho, irá permitir a recuperação ecológica dos primeiros 5 monumentos naturais, áreas únicas para o conhecimento da história geológica da Península Ibérica desde há mais de 500 milhões de anos e que fazem parte da candidatura que o Município está a preparar para reconhecimento de território Geoparque Mundial da UNESCO: o Monumento Natural dos Pavimentos Graníticos da Gatenha, o Monumento Natural do Cemitério das Praias Antigas de Alcantilado de Montedor, o Monumento Natural da Ribeira de Anha, o Monumento Natural das Cascatas da Ferida Má e o Monumento Natural das Falhas das Ínsuas do Lima.


A empreitada foi iniciada no Monumento Natural dos Pavimentos Graníticos da Gatenha, na costa de Afife, tendo marcado presença o Presidente da Câmara Municipal e o Vereador do Ambiente e Biodiversidade, bem como os Presidentes das Juntas de Freguesia de Afife, Carreço, Vila Nova de Anha, de Santa Marta de Portuzelo, de Amonde e de Freixeiro de Soutelo, e ainda o Presidente da União de Freguesias de Mazarefes e Vila Fria. Estiveram igualmente presentes no arranque da empreitada, a cargo da empresa Ambiflora, a Direção da Associação de Caçadores de Vila Nova de Anha, o Presidente da Comissão Diretiva dos Baldios da Montaria e a equipa técnica da Divisão de Ambiente e Sustentabilidade da Câmara Municipal de Viana do Castelo.


Recorde-se que o programa de recuperação ecológica das áreas classificadas de Viana do Castelo, candidatado em agosto de 2019 e aprovado pelo POSEUR no início de 2020, contou com a colaboração de todas entidades hoje representadas. As ações de erradicação e controlo de espécies exóticas, principalmente de Acacia dealbata (Mimosa), Acacia longifolia (Acácia-de-espigas) e Acacia Melanoxylon (Austrália), Carpobrotus edulis (chorão das praias), Arundo donax (cana gigante), Trandescantia fluminencis (erva-da-fortuna ou tradescância) e Cortaderia selloana (erva das pampas ou plumas) foi candidatada tendo em conta que Viana do Castelo é um território rico do ponto de vista do Património Natural e Cultural, com cerca de 4.800 hectares especificamente designados para a proteção de habitats da fauna e da flora (3 sítios de importância comunitária da Rede Natura 2000), sendo o único concelho do país com o inventário do património geológico concluído e devidamente classificado como 13 monumentos naturais, perfazendo uma área total de cerca de 2.832 hectares.


Por último, realça-se que, para além da empreitada em curso, o programa de reabilitação ecológica inclui um plano de monitorização a 5 anos que contará com o apoio e intervenção das Juntas e Uniões de Freguesia, Agrupamentos de Escuteiros, Associações de Caçadores e Comissões Diretivas de Baldios, premissa necessária a garantir a perenidade do sucesso da intervenção agora iniciada.