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À conversa com…Ana Margarida Carvalho na Biblioteca Municipal

19 Maio 2016

A Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo promove, no próximo dia 17 de maio, pelas 21H30, mais um “À Conversa com … “, desta vez com Ana Margarida Carvalho e o seu recente livro “Não se pode morar nos olhos de um gato”.

Ana Margarida de Carvalho nasceu em Lisboa, onde se licenciou em Direito pela Universidade de Lisboa. O seu primeiro romance Que Importa a Fúria do Mar venceu por unanimidade o Grande Prémio de Romance e Novela APE/DGLAB em 2013 e foi finalista de muitos dos principais prémios literários referentes à data de publicação. As suas reportagens valeram-lhe uma dezena de distinções, entre as quais o Prémio Revelação Gazeta, do Clube de Jornalistas de Lisboa, e o Prémio Nacional Alexandre Herculano, do Clube de Jornalistas do Porto.

Repórter, cronista, guionista, crítica de cinema, tem contos espalhados por várias publicações e coletâneas, foi prefaciadora da reedição de Alexandra Alpha, de José Cardoso Pires (Relógio d'Água) e é coautora, com Sérgio Marques, do livro infantil A Arca do É (Teorema).

Depois do aplauso unânime a Que Importa a Fúria do Mar, Ana Margarida de Carvalho regressa à ficção com um romance poderoso, brilhante e avassalador. Não se Pode Morar nos Olhos de um Gato, é o seu segundo romance.

O Livro

Em finais do século XIX, já depois da abolição da escravatura, um tumbeiro clandestino naufraga ao largo do Brasil. Um grupo de náufragos atinge uma praia intermitente, que desaparece na maré cheia: um capataz, um escravo, um mísero criado, um padre, um estudante, uma fidalga e sua filha, um menino pretinho ainda a dar os primeiros passos... Todos são vencedores na morte, perdedores na vida.
O mar, ao contrário dos seus antecedentes quotidianos, dá-lhes agora uma segunda oportunidade, duas vezes por noite, duas vezes por dia.
Ao contrário do que pensam, não estão sós naquele cárcere, com os penhascos enquanto sentinelas, cercados de infinitos, entre o céu e o oceano. Trazem com eles todos os seus remorsos, todos os seus fantasmas. E mais difícil do que fazerem-se ao mar ou escalarem precipícios será ultrapassarem os preconceitos: os de raça, os de classe social, os de género, os de credo.
Para sobreviverem, terão de se transformar num monstro funcional com muitos braços e muitas cabeças; serão tanto mais deuses de si próprios quanto mais se tornarem humanos e conseguirem um estado de graça a que poucos terão acesso: a capacidade de se colocarem na pele do outro.

Gabinete de Imprensa
Câmara Municipal de Viana do Castelo