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Processo de Certificação de Bordados

Em 25 de Agosto de 2005, a Câmara Municipal de Viana do Castelo apresentou ao INPI – Instituto Nacional da Propriedade Industrial, o pedido de registo da Indicação Geográfica “Bordado de Viana do Castelo”.
Trata-se de uma marca composta por símbolo e denominação, conforme se pode observar no trabalho desenvolvido pelo designer Rui Carvalho, aprovado em sede da Comissão de Acompanhamento do projecto “Bordados de Viana, Património Vianense”.
Aquele pedido, embora carecendo da apresentação do presente Caderno de Especificações, foi publicado no número 9 de 2005, do Boletim da Propriedade Industrial.
O Caderno de Especificações contém, pois, o conjunto de elementos que definem o vocabulário e a gramática decorativa que tornam inconfundível a imagem do Bordado de Viana do Castelo, individualizando a produção deste centro relativamente a outros, nacionais ou estrangeiros.
O que aqui se demonstra, justifica e evidencia é o carácter específico e único do Bordado de Viana do Castelo. Neste entendimento, deve sublinhar-se que o Caderno de Especificações relativo ao Bordado de Viana do Castelo, não deve conter só aqueles elementos mais banais, mais utilizados, mais reconhecíveis ao observador actual, mas também deve espelhar a realidade de uma produção que, ao longo de quase um século, foi sempre, dinamicamente, integrando uma certa renovação.
Esta renovação, essencial num produto sujeito ao escrutínio do mercado e ao entendimento da evolução da moda no têxtil lar, aparece traduzida de muitos modos, desde a variação do tamanho dos motivos a alterações nos esquemas a que obedecem as composições, cores de tecidos e linhas de bordar, sem esquecer a tipologia das peças ou finalidades últimas que justificam a produção de um bordado.
Assim sendo, pelas profundas implicações que tal entendimento acarreta, vale a pena sublinhar que o presente Caderno de Especificações não foi perspectivado a partir da realidade de uma produção, tal como ela se configura nos dias de hoje, mas respeita e integra tudo aquilo que, ao longo do tempo, fez parte da realidade desta produção, que aqui se apresenta como a sua matriz de referência.
Na riqueza e na diversidade dos elementos que a constituem mais facilmente este bordado se poderá continuar a reinventar, numa total fidelidade à verdade da sua história.

Ana Pires

 

Caderno de Especificação do Bordado de Viana do Castelo