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Exposição Permanente (Museu do Traje)

Trajar – Memórias no Tempo – Piso 0

O Museu do Traje de Viana do Castelo, situado no antigo edifício do Banco de Portugal e edificado na Praça da República desta cidade, é atualmente um bastião da etnografia vianense, um local de enaltecimento dos usos e costumes desta região Alto-Minhota.
A essência deste museu revolve essencialmente em torno dos trajes regionais do concelho vianense, nomeadamente, no vestuário usado no passado pelos lavradores, lavradeiras e suas famílias. Deste modo, através do nosso Trajar, assim foram passando as memórias de geração em geração. Através de um traje, um retrato de família, até a uma memória partilhada entre pais, filhos e avós, os usos e costumes, modas e formas de trajar sobreviveram aos tempos, materializando-se assim na nova exposição permanente.
Desde o Traje à Vianesa, aos Trajes de Cerimónia (Mordomas, Noivas e Morgadas), Trajes de Domingar, Trajes de Trabalho, até aos trajes do Bairro da Ribeira, a exposição Permanente Trajar – Memórias no Tempo, permite-nos percorrer parte da história de muitos dos trajes regionais vianenses.

Amadeu Costa – Homenagem pelo centenário do nascimento – Piso 1

Amadeu Alberto Lima da Costa foi etnógrafo, investigador e dinamizador cultural. Foi uma figura incontornável da cultura tradicional de Viana do Castelo pelo estudo e divulgação que dela realizou ao longo de toda a sua vida.
Nasceu a 23 de outubro de 1920 e faleceu em 30 de março de 1999, em Viana do Castelo. Nascido no bairro da Ribeira, foi um incansável lutador pela criação de um museu dedicado ao traje regional em Viana do Castelo. No momento da aquisição do edifício do Banco de Portugal para a instalação desse Museu, em 1996, foi ele que organizou a exposição Traje Regional, a primeira que aí se realizou. Também por esta razão, o Museu atribuiu a uma das suas salas o nome de Galeria Amadeu Costa.

Falecido em 1999, a família, num ato de generosidade, estabeleceu com a autarquia vianense um protocolo de doação de uma valiosa coleção de trajes que pertenciam a Amadeu Costa ao Museu do Traje. Esta doação incluiu algibeiras, aventais, saias, coletes, casacas, camisas, lenços, calçado, meias, toalhas e trajes de homem e mulher, enriquecendo o património do espaço museológico.

Um Traje Vivo – Piso 0

Apesar do uso do Traje à Vianesa se ter adaptado a novas utilizações em meados do século XX, ainda é fortemente mantido nas tradições atuais e na representação desta região Alto-Minhota. Marca presença assídua nas festividades e comemorações, quer da zona geográfica a que pertence quer por todo o país, muitas vezes representando Portugal para além-fronteiras. Esse facto deve-se aos impulsionadores, como os eventos festivos do concelho de Viana do Castelo, a Romaria da Sra. d’Agonia, os Grupos Folclóricos e o Museu do Traje, que não deixaram a memória do traje cair no esquecimento e a mantiveram viva ao longo dos anos.
A sua genuinidade associada a momentos de festa, alegria e tradição, era muitas vezes a combinação que entidades e produtores queriam mostrar nos seus produtos associados à região, a Portugal e ao orgulho de ser português, tornando-o assim um símbolo representativo da nação.
Nesta parte podemos ver também uma cronologia que se foca nos principais acontecimentos e eventos relacionados com o traje e com a etnografia vianense, desde a abertura do Museu do Traje em 1997 até à atualidade.

Sala do Ouro - Piso -1

Manuel Rodrigues Freitas é o proprietário de uma das mais conhecidas ourivesarias portuguesas.
Ao longo da sua vida profissional soube conjugar a actividade comercial com o estudo das peças que lhe passavam pelas mãos.
Em 2011, num raro gesto de generosidade e amor à sua terra, decide doar a colecção que reuniu ao longo dos anos. O local escolhido para mostrar esta colecção à cidade foi o Museu do Traje, mais concretamente o cofre do antigo Banco de Portugal, que mostra parcialmente, em exposições temporárias, a colecção que se encontra guardada no cofre de um banco da cidade.