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Doações e Aquisições

Amadeu Costa

Amadeu Costa
Amadeu Costa nasceu em Viana do Castelo, no seu bairro mais popular, a Ribeira, em 23 Outubro 1920.
Filho de Aurora Lima da Costa e de Manuel josé da Costa, homem ligado ao mar, que foi piloto da barra.
A Ribeira é um bairro de homens do mar que mantém vivas muitas tradições e particularidades culturais que lhe moldaram um forte carácter.
Ao longo da sua vida, Amadeu Costa lidou sempre com trajes: nas exposições, nos cortejos, nas apresentações públicas, nas conversas com os amigos. Assim é normal que tenha reunido uma impressionante colecção de mais de 50 trajes.
É esta colecção que a sua família decidiu doar ao Museu do Traje de Viana do Castelo, contribuindo assim para um enorme enriquecimento do seu acervo.
Esta colecção demonstra bem a sensibilidade com que Amadeu Costa viu o traje, e, através dele, o povo vianense. Ele soube guardar e enaltecer os trajes mais humildes, mais esquecidos, aqueles que chamaram menos a atenção dos coleccionadores, os trajes de trabalho, grosseiros, com pouca decoração, do quotidiano duro, das idas ao monte cortar o mato para as camas dos animais, das lavradas que duravam dias inteiros, puxando as juntas de bois.
Estes trajes são essenciais para podermos explicar as duras condições de vida das lavradeiras vianenses, para explicar que na vida rural vianense o quotidiano era duro onde os alegres dias de Festa eram a excepção, a quebra do quotidiano.
Esta doação tem portanto uma fundamental importância para o Museu poder cumprir a sua missão de estudar e divulgar os modos de vida tradicionais do Alto Minho dos finais do século XIX e inícios do XX, que formam a nossa identidade.

Fundação Eduardo Freitas

Manuel Rodrigues Freitas é o proprietário de uma das mais conhecidas ourivesarias portuguesas.
Ao longo da sua vida profissional soube conjugar a actividade comercial com o estudo das peças que lhe passavam pelas mãos.
Ouviu as histórias das senhoras que compravam e vendiam o seu ouro, conversou com os artistas da Póvoa de Lanhoso e de Gondomar que fazem as maravilhosas peças, esteve atento à emoção dos seus compradors.
Foi com essa experiência que se apercebeu que o ouro tem um valor que vai muito além do simples valor pecuniário: um valor afectivo e simbólico.
Esse foi o ponto de partida para os estudos que foi fazendo, estudando o fenómeno do ouro em todas as suas vertentes, desde a mais remota antiguidade ao mais actual design. Estes seus estudos foram sempre divulgados em inúmeras conferências, entrevistas, aulas e mesmo em simples conversas.
Em 2011, num raro gesto de generosidade e amor à sua terra, decide doar a colecção que reuniu ao longo dos anos (composta essencialmente por peças de ourivesaria tradicional, mas também com outras peças, mais eruditas, como são, por exemplo, os relógios) tendo para isso criado a Fundação Eduardo Freitas – que homenageia o seu filho – no momento em que apresenta um novo livro, em parceria com Amadeu Costa intitulado Ourar e Trajar.

Outras

Brevemente disponível.