Página Inicial > Áreas de Ação > Cultura > Espaços Culturais > Museu do Traje > Coleções

Coleções

Traje

O acervo do museu é constituído, na sua maioria, por um conjunto de trajes populares rurais do concelho de Viana do Castelo (nomeadamente de domingar, de festa, de trabalho, de dó e de noiva) que traduzem, através da sua originalidade, criatividade e diversidade das técnicas e matérias-primas que entram na sua confeção, uma cultura única e identificada com o Alto Minho.
Completam o acervo coleções de objetos de valor etnográfico relacionadas com a confeção e com situações do uso do traje, nomeadamente na festa (objetos de adorno ou específicos de rituais festivos e religiosos) e no trabalho (alfaias agrícolas, especialmente o ciclo do linho).
Tem também coleções de outras peças de vestuário e objetos que tenham algum fator identitário em relação ao Alto Minho ou que demonstrem as influências e a contemporaneidade do traje (materiais, motivos, cores) no nosso quotidiano.

Tecnologia Têxtil

O linho e a lã foram a base de todo o vestuário popular rural alto minhoto, até ao início do século XX, altura em que foram sendo substituídos por algodões e outras fibras industriais. 
Do acervo do museu fazem parte os instrumentos de fabrico destas matérias matérias-primas que as lavradeiras souberam decorar com um apuradíssimo sentido estético, produzindo peças de uma beleza extraordinária, saídas inteiramente das suas mãos.
Trata-se de um processo feito inteiramente dentro do agregado familiar, recorrendo-se, no caso dos trabalhos que precisavam de mais mão-de-obra, a uma lógica de ajuda entre vizinhos, pagos pela reciprocidade. Nestes trabalhos coletivos havia sempre uma carga de diversão muito forte, com refeições melhoradas, música e cantigas que promoviam o convívio e onde eram mesmo permitidas certas liberdades como, por exemplo, as danças, os encontros noturnos proporcionados pelas espadelagens, ou mesmo os abraços entre rapazes e raparigas quando se rebolavam juntos pelo linhar, na altura da arrinca do linho.

Ourivesaria

Em 2011, num raro gesto de generosidade e amor à sua terra, Manuel Rodrigues Freitas, proprietário de uma das mais conhecidas ourivesarias portuguesas, decidiu doar a coleção que reuniu ao longo dos anos. 
Esta coleção, composta essencialmente por peças de ourivesaria tradicional, mas também por outras peças mais eruditas, como são, por exemplo, os relógios, faz agora parte da Fundação Eduardo Freitas – que homenageia o seu filho – e da qual faz parte a Câmara Municipal de Viana do Castelo.

Outras

(Brevemente disponível)